quinta-feira, 29 de abril de 2010

.. GÖRDÃO *

sábado, 24 de abril de 2010

Philadelphia Graffiti

quinta-feira, 22 de abril de 2010

GORDÃO | GORGOR

Tinta pra tecido sobre tecido neh! ;D

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Grande Gordo [/GEGE ' ~ FDL crew '

Hoje na parte da manhã durante um passeio matinal com umas 'amiguinhas',
passeando pelo Centro de Porto Alegre avistei uma reliquia minha.. Percebi que ELA continuava lá desde de 2002.. intacta no famoso viaduto da Borges de Medeiros!.. ELA QUEM? Ora pois! Ela mesma.. minha 1ª tag. *-*
Nesta época assinava Gordo Grande/Grande Gordo, mas sempre axei minha tag muito complexa então cortei ela pra GG' (Grande Gordo) ou por extenso mesmo: GEGÊ'. Bons tempos de FDL CREW (Fim Da Linha CREW). Bons tempos em que eu, Denner e Henrique davamos altos rolês na vila HAHA. Foi bom mesmo :D a crew se desfez, mas a amizade continuou e continua até hoje. Desfeita a crew, então adotei a sigla FDL pra mim pois eu gostava dela, me trazia boas lembranças. A tag no viaduto? Tá lá a nega, e espero que continua lá até umas horas, pra mim ficar relembrando meu 1° ato de maloqueiro ^^


terça-feira, 20 de abril de 2010

GRAFFOMAT

É igual as máquinas de refrigerante, mas nas maquinas
tem desde canetões e caps á latas MTN e toucas ninja!
Se é real, eu não sei... mas a idéia é EXCELENTE! *-*




Um Presente '

Minha amiga Lara, que mora em São Gabriel (á 320 km da minha city Porto Alegre) vai ficar uns tempos por aqui, e aproveitando a minha boa vontade e o meu tempo (que no momento tenho de sobra), resolvi dar um presente pra ela. Achei uma camisa branca, uns papel cartão mas tive que comprar um estilete, pois fumaram o meu :/   após algumas horas terminei a parada.
Ficaram alguns erros, pois fiz a parada correndo (pra que correr neh!?)
ficou bom até.. Tá + ou - mas é de coração :)


quarta-feira, 14 de abril de 2010

Color Spray Dial


A Nova Era do spray está chegando.. os coreanos Kim Young-suk , Jin-ho Oh, e Lee Yong -Kim Woo-sik criaram o Color Spray Dial (que será uma espécie de spray recarregável). Este projeto chamado "Color Dial Spray" é uma lata em que você pode virar a marca dela para selecionar a cor que você gostaria de pintar. O Color Dial Spray funciona de acordo com a escala de cores CMYK = Ciano, Magenta, Yellow(Amarelo) e Preto (Black = bLack). Nesta caso as cores se misturam na hora, não será uma lata de apenas uma cor.

Na Coréia do Sul, cerca de 180.000 toneladas de latas são produzidas a cada anoe a taxa de reciclagem para estes é apenas cerca de setenta e um por cento. O material não reciclado leva ao desperdício de metal e um aumento de lixo e também a um maior consumo de matérias-primas e energia para produzir mais latas. O excesso de latas de spray são desperdiçados e são descartado após uma única utilização. O Dial Color Spray visa reduzir o seu consumo. Geralmente, as latas de spray contém apenas uma cor. Se apenas uma pequena quantidade de tinta é necessário, haverá desperdício considerável. O Dial Color Spray é um novo tipo de spray que contém os cartuchos de cores CMYK [Ciano, Magenta, Yellow(Amarelo) e Preto (Black = bLack)] em uma lata. O usuário pode imediatamente mudar a cor, transformando a tonalidade de cor perto do topo da lata.

Há dois mostradores, um para cor e outro para o brilho. Estes permitem a mistura precisa da cor desejada. Os cartuchos de cor podem ser recarregado várias vezes. Isso contribui com a redução de resíduos. O formato compacto da cor Dial Spray é conveniente e portátil. É certamente a invenção mais genial para os artistas de todo o mundo.




   

sábado, 3 de abril de 2010

Entrevista com Martha Cooper sobre o livro ''NEW YORK: THE TAG TOWN"

Sem querer querendo descobri esse livro da fotógrafa Martha Cooper chamado "Tag Town" que retrata o grafitti em Nova York no final da dos anos 70, começo dos 80. Pichações já existiam á muito tempo.. desde a idade da pedra, mas seguiram durante toda a evolução do homem como forma de documentação, auto-afirmação ou protesto. Mas foi na década de 80 que as coisas foram caminhando para o que hoje chamamos de Street Art. E Nova York sempre foi um pólo. Martha trabalhou nisso por puro interesse e curiosidade. Ela sabia que aquilo não eram apenas intervenções ou degradação do patrimônio público. Era o movimento artístico do nosso tempo. O livro não tem pra download (nem PDF, nem nada!) a única maneira de ver ele por completo é comprando. Por enquanto, confira algumas fotos ..



entrevista: FECAL FACE com Martha Cooper (2009)
tradução: Google Translator e Robson Chaves
(Não traduzimos ao pé da letra, mas tá aê! ^^)



Fecal Face: Onde você cresceu e como veio parar em NYC?

Martha Cooper: Eu nasci em Baltimore, mas deixei Grinnell College, em Iowa, quando eu tinha 16 anos. Depois disto em morei em muitos lugares - inclusive Tailândia, Inglaterra, Japão e Rhode Island. Mudei-me para New York City em 1975 porque era o centro da fotografia  editorial e eu queria estar onde estava a ação.

Tem algum estilo específico de tag que atrai você?

Eu particularmente gosto de tags com características tais como coroas, auréolas, anéis, olhos e flechas. Fiquei tipo 'impressionada' com tag que tinham coroas (são as minhas favoritas).

Você já tentou fazer tag alguma vez?
Muitas vezes eu tentei desenvolver uma tag digna de se olhar, mas falhei miseravelmentete. Nunca ficava legal. Foi assim que descobri como era difícil escrever rápido e com estilo.

Você não tem receio de ter seu equipamento roubado?

Isso é algo que estou sempre preocupada, mas nunca aconteceu. Uma vez que alguém tentou quebrar a janela do meu carro com um chute enquanto eu estava no carro, mas fui capaz de dirigir e ir embora.

O que foi que aconteceu?

Eu estava fotografando algumas crianças em uma construção de um clube em um terreno baldio no Lower Eastside e um cara começou a gritar comigo para ir embora. Então, eu entrei no meu carro e ele veio correndo para cima e acenou para mim abaixar a janela. Recusei porque vi que ele tinha uma faca. Mas antes que eu pudesse ligar o carro e ir embora, ele chutou na janela. Isso foi na década de 70, enquanto eu estava trabalhando em uma série de fotos que publiquei no Street Play. Eu vou estar expondo essas mesmas fotos no Subliminal Projetos em Los Angeles.

Você coleciona alguma coisa? Em caso afirmativo, quais são algumas das coisas que você coleciona?

Como fotógrafa, sou uma colecionadora de imagens. Eu tenho uma espécie de lista mental de categorias e coisas que estou observando, e irei fotografar assim que ver elas. Meu próximo livro, Going Postal, é sobre adesivos postais desenhados á mão. O que cresceu foi a minha coleção de fotos de stickers. Outra coleção de fotos é a arquitetura vernacular urbana. Além disso, eu coleciono imagens vintage de fotógrafos e mulheres.. tem muitas imagens no meu site kodakgirl.com

Em uma entrevista em algum lugar você disse que nunca pensou em tirar fotos, que você tinha outros objetivo...Que outros objetivos que você estava falando?

Eu fotografei em um espírito de preservação histórica. Eu pensei que o graffiti seria um fenómeno único de New York City, e que um dia desapareceria e gostaria de ter um registro dele. Eu nunca esperava que o graffiti de Nova York seria espalhados pelo mundo. É claro que eu também esperava que eu seria capaz de publicar notícias sobre graffiti que ajudaria a atingir meu objetivo principal de me tornar uma fotógrafa freelancer.

Nunca se envolveu em alguma briga ou em uma crew?

Eu fotografei qualquer um que pedia e tentei ficar longe de brigas.

Você corre atrás de eventuais 'taggers' femininas?

Vi muitas tags feitas por meninas, mas Lady Pink e Lizzie eram as únicas escritoras
do sexo feminino que eu realmente gostei.

Há quantos anos você diria que começou á focar suas fotografias em graffitis e tags?

Eu intensifiquei minhas fotografias em graffiti em 3-4 anos (1979-1982). Quando eu comecei, eu era uma fotógrafa pessoal do New York Post. Eventualmente, eu deixei o trabalho seguro para poder passar mais tempo fotografando trens. Eu tiro a maioria das fotos dos trens no Sul do Bronx e Harlem, e tags em Washington Heights. Depois de deixar o Post, eu tinha que olhar para o trabalho de fotografia para me sustentar. Em 1982, quando eu estava documentando graffiti, eu também estava tirando fotos como freelancer para a National Geographic. Por exemplo, eu tiro uma reportagem de capa sobre o pólen, muito longe dos locais que tem graffiti!

Você fazia a maior parte do seu trabalho sozinha ou você interagia com os artistas enquanto eles trabalhavam?

Quando ia na área deles, sempre fui com escritores da área. Muitas vezes quanto tentava tirar fotos de seus trabalhos, passava inúmeras horas sozinha em terrenos baldios no sul do Bronx à espera de trens com graffitis (''Pieces'') recém-pintados. Às vezes, os escritores me ligavam pra dizer onde tinha um novo ''piece'' e em qual linha de trem estava. Então tentava tirar a foto o mais rápido possível, antes que o trem fosse coberto pelo trânsito ou atropelado por outro artista.

Você se sentiu aceita pelo escritores?

Escritores sempre quiseram fotos do seu trabalho, mas poucos tinham câmeras ou podiam pagar por filmes e revelações. Eu sempre tentei devolver as fotos do artista para o artista, e com esse ato de retribuição eu fui aceita como uma fotógrafa confiável e como alguém que apreciava a arte e não como uma pessoa que iria denunciá-los à polícia.

Quando você estava tirando fotos antigamente, para onde estas fotos iam?
Pra que elas foram usadas?

A maioria entrou para meu arquivo pessoal, onde permanecem até hoje. Eu tentei lançar artigos sobre graffiti com algumas revistas, mas nos Estados Unidos havia um sentimento forte.. um sentimento anti-graffiti, que ninguém queria associar de forma positiva. Eu fui capaz de publicar algumas histórias na Europa, incluindo um marco na revista alemã Art. Uma das razões que Henry Chalfant e eu decidimos tentar fazer um livro sobre o graffiti era porque nós tínhamos tido pouco sucesso em publicar nossas fotos.

Você é interessada em antropologia e estudou ... Ao fotografar as tags: você acha que é algum tipo de gravação, algum tipo de linguagem humana, ou a tag é como se fosses os hieróglifos do futuro?

Tirei foto de tags porque eu queria recordar algumas delas. Não estava tentando fazer a minha própria arte. Eu estava tentando descobrir como elas diferem umas das outras e que semelhanças elas poderiam ter. Eu defini algumas categorias e as arquivei de acordo com elas. Em alguns casos eu queria ver o seu contexto, mas na maioria só queria estudar o que parecia para permitir que outros possam estudá-las no futuro. Eu estava usando a minha câmera como um instrumento eficaz para fazer um registro de algo que de uma forma ou de outra forma ser perdidos.

O que mais te chamou para fotografar graffiti e tags?

Em um mundo produzido em massa, eu sou atraído por qualquer coisa feita à mão e este é um tema persistente nas minhas fotos. Antes de entrar para o ramo do graffiti, eu estava fotografando crianças brincando alegremente e criativamente enquanto seus pais não estavam prestando atenção. Essas fotos estão no meu livro Street Play. Graffiti foi um desdobramento direto desse projeto.

Eu era fascinada pelo graffiti; porque eu vi que, apesar da dificuldade na obtenção de materiais e da ameaça de detenção, os garotos tinham inventado a sua própria forma de arte com sua estética própria. Eles estavam pintando um para o outro, não por dinheiro. Pura arte! Porque a arte é efêmera, passageira.. e as fotos poderiam preservar o processo, os graffitis e as tags. Isso fez do graffiti e das tags em metrô assuntos ideais para fotografia.

Quais são algumas coisas que você gosta de fotografar hoje?

Vários anos atrás eu comprei uma casa em um bairro cheio de crimes e drogas, no sudoeste de Baltimore. Minha idéia era conhecer a comunidade e documentá-la ao longo do tempo. Eu pego o ônibus para Baltimore sempre que posso e estou gostando muito desse projeto.

Quem são seus artistas favoritos?

Eu não tenho favoritos!

Ok, tem algum fotógrafo que você admira?

Eu sou uma grande fã e colecionadora de fotos anônimas.

O que você faz para o trabalho agora?

Eu trabalho principalmente para as instituições sem fins lucrativos na cidade fotografanso pra várias exposições e publicações. Fui diretor de fotografia na cidade Lore (www.citylore.org) há mais de 20 anos. Eu também fotografar regularmente para TAUNY (Traditional Arts in Upstate New York - www.tauny.org). Ultimamente tirado algumas fotos sobre Hip-Hop como o Mulheres no Hip Hop (Festival de Berlim, em Agosto de 2009) e da Red Bull BC One em Paris, há uma semana.


> matéria original (em inglês) na Fecal Face

A ESCRITA DOS INVISIVEIS

texto por JOÃO WAINER


Quando um pixador escala um prédio e escreve lá no alto o nome de seu grupo, ele quer que todo mundo veja. Em São Paulo quase ninguém gosta do que eles pixam e é exatamente isso o que eles querem.
A pixação é uma agressão, um crime, mas é também uma forma de expressão das mais sofisticadas. São Paulo é feia, agressiva e oprime quem esta em baixo e é de lá  que vêm a maioria dos pixadores. Escolas, hospitais, delegacias e outros serviços públicos são de qualidade duvidosa, falta opção pro moleque da quebrada, a vida é difícil bem na fase em que os hormônios da adolescência estão bombando.
Uma pixação na parede reflete tudo de ruim que a cidade tem pra oferecer. O egoísmo, a perversidade e a opressão da metrópole  estão representadas no muro pixado. A arquitetura desordenada, as esquinas, as linhas retas verticais. A cidade serve como suporte, mídia e tela. As linhas retas verticais dos prédios são as linhas guias do caderno de caligrafia gigante em que a cidade se tranformou para os pixadores.
Quem cresceu sob a opressão de São Paulo sabe que na selva, só os fortes são considerados. Pra alguém que nasce onde eles nascem são poucas as opções que te fazem ganhar essa consideração.
Dá pra tentar pelo estudo, ralar pra conseguir um diploma, um emprego, tentar mudar de classe, mas sempre esbarrando no preconceito relacionado a sua origem. Tem também uns caminhos mais rápidos, mas não menos difíceis. Pode cantar, tocar ou jogar bola, mas de cada milhão que tenta só meia duzia consegue. Pra ter respeito você tem que inverter o quadro, dar a volta no sistema, ficar por cima de alguma maneira, e se isso já é foda pra quem tem alguma grana, imagina pra que ta lá embaixo.
A opção do crime esta sempre ali por perto, tentando, e provocando o adolescente que tenta se desenvolver em condições adversas. É o mais fácil e rápido. Rápido pra ganhar e rápido pra perder.
A pixação é um meio termo. Apesar de ser uma agressão, não deixa de ser pacífica. O cara que pixa um muro, não bate e nem ameaça fisicamente ninguém. Ele está se expressando ilegalmente através de tinta e letras. Normalmente a sociedade responde aos pixadores de forma muito mais violenta que eles. Pixadores são agredidos, pintados e assassinados com alguma freqüência. Se não me engano, agressão e homicídio são crimes um pouco mais graves do que dano ao patrimônio. Quem é mais bandido, quem pixa ou quem agride e mata?
Na quebrada não tem opção de esporte. Enquanto tem onda pra pegar em Maresias, no centro tem os prédios pra escalar. A mesma adrenalina que move o surfista do Morumbi move o escalador do Grajaú. Cada um no seu castelo.
Pixação é uma escrita. Letra e tinta formando palavras que comunicam algo. O que a pixação diz vai além do que está escrito no muro. É um grito profundo dos invisíveis e excluídos da cidade de São Paulo que traz impregnado nos seus símbolos a miséria, a desigualdade e a opressão. Fazem cerca de 25 anos que esse grito vem sendo dado até hoje em São Paulo pouquíssimos tentaram ouvir.
Algumas instituições de arte brasileiras como a Bienal e a Faculdade de Belas Artes tiveram a chance de discutir a fundo a pixação quando foram atacadas por pixadores, mas ainda assim não o fizeram. Talvez agora essa situação mude.
Em julho deste ano a Fundação Cartier em Paris inaugurou uma mostra sobre arte de rua chamada “Né Dans la Rue”. O andar de baixo era uma grande retrospectiva do grafite, criado em NY nos anos 70 e que espalhou rapidamente o Wild Style pelo mundo. Na parte de cima, artistas contemporâneos criaram obras especialmente para a mostra.
Pra surpresa de todos, a grande novidade foi a pixação de São Paulo. Com suas letras esticadas, conhecidas como tag reto, o pixo encantou os europeus. Não só pela energia que o movimento carrega, mas também pela estética de suas letras e símbolos.
Entre os vários artistas convidados, o mais observado era o pixador Cripta Djan. Para quem passou a vida como um vândalo desviando de moradores revoltados, policias agressivos e ouvindo todo tipo de xingamento pelas ruas, foi uma grande mudança ser tratado como estrela em Paris.
Ao pixar a Fundação Cartier em Paris, Cripta seguiu a risca um dos princípios básicos do movimento. Ele fez com que o nome de sua gang fosse visto pelo maior numero de pessoas possível. Ele deixou claro que o que ele fazia ali não era pixação, e sim uma representação da rua em uma galeria.
Apesar da rejeição absoluta no Brasil, mais cedo ou mais tarde um movimento com a intensidade e a força da pixação de São Paulo ganharia o mundo.
Se havia alguém com moral e conceito suficiente pra levantar a bandeira da pixação, esse alguém é o Cripta Djan. Além de ter destruído a cidade, pixando topos de prédios, janelas e muros entre 1996 e 2002, é o criador dos DVDs “100 Comédia” e “Escrita Urbana”, que são as principais formas de registro em vídeo do movimento.
Por seu histórico, imaginei que os muros de Paris não sairiam incólume de sua passagem. Me enganei. No final da viagem, ao ser questionado se deixaria um pixo na cidade luz, Djan foi taxativo: “Não faz sentido pixar Paris. É uma cidade muito bonita, tudo aqui parece ter mais de trezentos anos. A pixação só existe em São Paulo porque lá ela tem um motivo, um sentido de existir. Aqui não seria a pixação, como não era a pixação na parede do museu. Aqui é apenas uma representação de um movimento que tem que ser mostrado. Não tenho que provar nada para ninguém, tudo que eu tinha provar já provei escalando prédio em São Paulo.”